SER IGREJA.

Paulo ficou sabendo que aquele momento que deveria ser especial estava se tornando uma grande confusão. Os coríntios, ao invés de compartilharem do corpo de Cristo como forma de proclamação da mensagem da cruz, brigavam por um pedaço de pão. O que deveria ser totalmente espiritual estava se tornando totalmente carnal. Posso até imaginar a força que Paulo aplicava na mão quando escrevia aquele capítulo onze da sua primeira carta aos coríntios…
Mas, em algum momento ele entendeu que a falha daquele povo não estava somente em ir partilhar da Santa Ceia sem antes jantar (para que não tivesse fome); A falha dos coríntios consistia em algo um tanto mais primordial e essencial: eles não sabiam o que era ser parte do corpo de Cristo, o que era ser Igreja. No capítulo doze podemos ler Paulo adentrando no contexto, tentando pacientemente explicar àquelas pessoas o quão interligados eles estavam e que apesar de cada um ter uma função específica, o Espírito que os movia era O mesmo – ou pelo menos, deveria ser.
Não importava se tinha o dom de evangelizar ou de cantar, se tinha o dom de falar em línguas ou de interpretar as línguas, não importava se tinha o dom de curar doenças, liderar ou simplesmente ajudar, o Espírito que dava o dom era o mesmo.
Entretanto alguma coisa ainda cheirava estranho.
Falar em línguas? Embora fosse todas as línguas dos homens e a dos anjos… Mesmo assim ainda estava faltando alguma coisa.
Profetizar? Doar bens? Entender segredos? Ter tooodo o conhecimento? Oferecer-se para ser queimado em praça pública? Isso tudo parecia superficial demais para um Deus que não pode ser totalmente conhecido de tão profundo que é.
De fato era superficial. Superficialmente efêmero. E o que é a efemeridade perto de um Deus que é eterno? Nada.
Foi por isso que no capítulo treze desta mesma carta, nos foi revelado algo que é tão eterno quanto Deus: O amor! Sutilmente, o apóstolo Paulo muda o rumo da conversa (e já podemos, inclusive, sentir gentileza na sua escrita) quando nos fala sobre um “novo” dom, capaz de comprovar se realmente todos aqueles que se diziam cristãos faziam mesmo parte do corpo de Cristo.
Eu já li muitas coisas sobre o amor, tantas que nem poderia enumerar aqui. Grandes autores, escritores, poetas, filósofos tentaram expressar o amor em palavras. Palavras bonitas, ouso dizer. Entretanto, nenhum deles conseguiu sequer se aproximar da profundidade alcançada por Paulo na descrição abaixo:
Ηαγάπηείναιασθενής, ηαγάπηείναιτοείδος. Δενζηλεύω, δενεπαίρεται, δενείναιυπερήφανοι.
Δεν είναι αγενής, δεν ιδιοτέλεια, δεν είναι εύκολο να εξόργισε, δεν κατέχουν κακίες.Η αγάπη δεν χαίρεται στην αδικία, αλλά χαίρεται με την αλήθεια.
Προστατεύει τα πάντα, πάντα πιστεύει, πάντα ελπίζει, πάντα υπομένει.
Η αγάπη ποτέ δεν πεθαίνει.
Tradução do Grego para Português:

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se ostenta, não é orgulhoso.
Não é rude, não é egoísta, não se irrita, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Protege sempre, sempre acredita, tudo espera, tudo suporta.
O amor é eterno.

(Escritos da primeira carta aos coríntios capítulo 13 versículos do 4 ao 8)
Pronto, estava explicado. O problema estava teoricamente resolvido. Em algumas palavras o autor da carta escrita aos coríntios tinha explicado que fazer parte do corpo de Cristo era amar e que amar era fazer parte do corpo de Cristo. Você não entendeu assim? Então prossigamos por algumas linhas:

O amor nunca morre; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. 1 Coríntios 13:8
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor. 1 Coríntios 13:13
Fico estupefata diante de tão grande revelação. O amor nunca morre, nunca perece, O AMOR É ETERNO. E a partir do momento em que selamos uma aliança com Deus e Ele toma as nossas vidas em Suas mãos, somos selados com o Seu próprio Espírito que faz fluir em nós o AMOR, pois Ele é amor. E é justamente esse sentimento que vai testificar que fazemos parte do corpo de Cristo. É esse amor que testifica que estamos em Cristo, que Cristo está em nós, QUE ASSEGURA FAZERMOS PARTE DO CORPO DE CRISTO, que atesta que somos IGREJA – que somos A IGREJA.
Provavelmente você já ouviu por aí que é a sua fé que comprova a sua religião, hoje eu lhe digo: NÃO É. Sem a fé é impossível ser cristão, porque a fé é a certeza da existência do que não se pode ver. Todavia, a fé um dia será descartada; nós não precisaremos mais acreditar no que não vemos, porque NÓS VEREMOS.
E quanto a esperança? A Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há de realizar? Haverá um grande momento em que já não esperaremos mais nada, pois tudo quanto esperamos estará realizado e viveremos em constante satisfação.
Já o amor é a primeira característica imortal que temos mesmo ainda estando em corpos mortais. Essa característica só pode ser desenvolvida se tivermos em nós o Espírito Santo do Deus vivo que é o próprio amor. Só poderemos amar se formos envolvidos pelo amor dEle.
E esse envolvimento no amor de Deus gerará em nós o desenvolvimento do nosso amor, que, por fim, dará – a nós e aos outros – a certeza de que somos a Igreja.
Que a graça, maravilhosa graça, seja abundante na sua vida

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